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Revista Sentidos : Amor sem limites


Pais e profissionais superam tudo para dar o melhor tratamento às pessoas com deficiência.

Renata Soares
Máximo Jr e Romulo Soares

Pedro nasceu cego, não fala, não anda e tem paralisia cerebral. Passou os primeiros quatro anos de vida deitado com a perna amarrada para não cair da cama. Alimentava-se com uma mistura de água, farinha de mandioca e açúcar. Beijos, abraços ou risadas não faziam parte de seu mundo. Mário Persona, escritor, professor e consultor de comunicação e marketing em Limeira (SP), tinha dois filhos quando se sensibilizou com o relato de uma amiga sobre um menino de quatro anos que morreria caso não fosse adotado. “Logo que chegou em casa, foi submetido à cirurgia de catarata congênita. Não apresentou melhora, pois seus olhos nunca receberam luz e não se desenvolveram”, conta Persona. Após passar por uma série de tratamentos, hoje, aos 28 anos, Pedro superou algumas limitações. Lia Persona Hadley, filha de Mário, cresceu auxiliando os pais nos cuidados com o irmão adotivo. “Quando ele chegou, achava que era o único que precisava de ajuda. Hoje, sei que muito mais do que fizemos, ele fez por nós. A presença dele na minha vida me ensinou a ser uma pessoa diferente e me inspirou na escolha profissional. Fiz enfermagem para trabalhar com outras crianças com deficiência nos Estados Unidos, onde moro atualmente”, conta. “Não existe nada de perfeito no Pedro, contudo, sempre está contente e feliz com o pouco que tem”, diz Lia, que há sete anos escreveu o livro “Uma Luta pela Vida” (Clube de Autores).

Máximo Jr e Romulo Soares
A Bat Angélica, de 43 anos, é mãe de Rodrigo. “Utilizo meus conhecimentos para ajudar as crianças com autismo”

Freelancer por opção
A gestação de Nicolas foi normal até a última semana, quando sua mãe teve perda de líquido amniótico acentuada. “Com o passar dos meses, percebemos algo errado. Ele não rolava, nem engatinhava, e era disperso. Não respondia aos chamados e com nove meses iniciou a fisioterapia. Foram anos para um diagnóstico. Passamos por inúmeros exames, tratamentos e profissionais. No Orkut descobrimos crianças como o Nicolas, com síndrome de Asperger, uma espécie de autismo”, conta o pai de Nicolas, Cristiano Santos, que mora no Rio de Janeiro. Por causa do físico franzino e baixo peso precisou passar por sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, psicomotricidade, natação, equoterapia, psicopedagogia, acompanhamento pediátrico e psicológico. Com tudo isso, Cida, a mãe, deixou o emprego de 16 anos. “Há três anos, trabalho como freelancer em casa para ficar mais presente. Estes cuidados são fundamentais para o desenvolvimento do Nick. Levo-o duas vezes por semana na terapia e ajustei meu horário para acompanhá-lo”, completa. E se a pergunta é: Valeu a pena? a resposta é: Claro que sim! “Graças ao tratamento psicológico, que fazemos há dois anos, aceitamos os problemas e demos a volta por cima.”

A She-Ra Onízia, 44 anos, mãe de Danilo.
“Aprendi a ter paciência. Foi uma lição de vida”

Máximo Jr e Romulo Soares
A Incrível Ivone de 66 anos é mãe de Emílio. “Eu levava meu filho nos braços para o tratamento”

Mãe em tempo integral
A vida de Angélica Paiva, dentista, e de Vasco Paiva, engenheiro, mudou completamente após o nascimento de Rodrigo. O autismo foi descoberto quando o garoto tinha um ano e dez meses. “Neste período, parou de falar e não fixava o olhar quando era chamado”, conta Vasco. Foi então que a busca incessante começou. Falta de profissionais capacitados, discriminação nas salas de espera dos terapeutas e, principalmente, nas escolas. Angélica deixou o emprego para cuidar do filho que hoje está com 10 anos. “Estudei sobre o autismo e utilizei meus conhecimentos para ajudar essas crianças. Sinto-me realizada”, revela. “É difícil explicar em palavras toda mudança pessoal. Não é só o trabalho, é a descoberta de um mundo novo e diferente, e nem sempre aceito.” Mesmo com todo o preparo, muitas vezes, ainda é pega de surpresa. “Em uma viagem que fizemos à França, expliquei para a moça responsável pela revista no aeroporto que o Rodrigo era autista, mostrei o atestado médico e perguntei se poderia ajudá-la. Ela não deixou e, ao tentar fazer a revista sozinha, levou uma mordida no braço e um empurrão que a fez cair no chão. A minha atitude neste momento foi dizer: “Eu te avisei”. Espero que ela considere os comentários dos pais de crianças com deficiência e seja menos inábil com outras”, desabafa Angélica.

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Acreditar nas possibilidades. Essa deve ser a frase primordial dos pais de crianças que sofrem paralisia cerebral. Nessa edição, trouxemos três histórias de jovens que foram estimulados a ter uma vida normal, a agarrar as oportunidades – que às vezes eram pequenas – e se tornarem adultos realizados, tanto na vida profissional como na pessoal. Para chegar a essa condição é necessário ter consciência da importância dos tratamentos precoces que devem ser feitos, preferencialmente, nos primeiros meses de vida.

A matéria Tecnologia a favor da acessibilidade, traz alguns exemplos de aparelhos que facilitam a vida das pessoas com deficiência e adaptam a casa, por exemplo, como o receptor de campainha de porta. Esse equipamento avisa por sinais luminosos que alguém acionou a campainha da residência ou do escritório. Quando acoplado ao telefone, avisa que o aparelho está tocando.

E mais: o mal da obesidade para pessoas com limitações; aviação esportiva para pilotos com deficiência física; e um projeto educacional que integra crianças com e sem deficiência, em uma lição de cidadania e respeito. Tudo isso e mais um pouco você encontra nas páginas da revista Sentidos. Adquira e faça parte dessa ação para a INCLUSÃO SOCIAL!

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Revista Sentidos – premiação Anatec 2010


Assista à reportagem da TV Sentidos sobre a premiação Anatec 2010. A revista ganhou Ouro na categoria “Responsabilidade Social”.


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