Arquivo diário: 30/11/2010

Reportagem Revista GEO: O que nos mantém unidos


Com enorme esforço e precisão matemática, pesquisadores que estudam o relacionamento de casais tentam desvendar os complexos mecanismos que regem o amor e entendem, cada vez melhor, porque algumas uniões duram décadas, enquanto outras estão de antemão, condenadas ao fracasso
Harald Martenstein.

John Huck
Tanto faz se é com a escova dental ou a máscara de mergulho, Nabiha Dahhan e Thomas Kolodziej documentam sua vida a dois em fotos instantâneas e assim transformam o narcisismo juvenil em objeto de arte (Título: “Harmonia”). Pesquisadores de casais elogiariam: aqui se demonstra o desejo pela união

Um pequeno apartamento em Seattle, nos Estados Unidos. Um casal está à mesa, tomando o café da manhã. Ambos têm cerca de 40 anos. Nós os chamaremos de Paula e Fred. Paula prepara uma torrada para si e olha pela janela. Fred folheia o jornal. Os dois usam microfones nas camisas e sensores no corpo. Nas paredes do apartamento foram instaladas três câmeras de vídeo. O casal faz seu desjejum no “laboratório do amor”, do professor de Psicologia John Gottman.
Suas instalações estão localizadas no campus da universidade em Seattle, e dispõem de cozinha, copa, um banheiro confortável e um quarto. Cientistas, técnicos e estudantes acompanham em monitores todos os gestos e movimentos de Paula e Fred. Através de alto-falantes, os pesquisadores escutam cada palavra trocada entre dois, enquanto os sensores registram constantemente suas frequências cardíacas e a resistência de sua pele; transmissores de sinais de estresse ou descontração.
Gottman observa casais desse modo há mais de 20 anos, e alguns milhares já serviram como casos de referência, permitindo que sua vida a dois fosse investigada. No laboratório eles devem se comportar como se estivessem em casa. Somente no banheiro e na cama eles não são observados.
A mímica dos voluntários é desvendada em questão de segundos: a raiva, por exemplo, se reflete nas sobrancelhas, que descem simultaneamente, na pálpebra inferior tensionada e nos lábios que se comprimem. O desprezo repuxa o canto esquerdo da boca para cima; em momentos de tristeza, a testa se franze entre as sobrancelhas. Essas manifestações não verbais são consideradas particularmente reveladoras, porque as pessoas praticamente não têm como controlá-las.
Ao todo, os pesquisadores de Seattle conceituam dez complexos sentimentais negativos e cinco positivos: além da raiva, do desprezo e da tristeza, contam demonstrações de poder, atitudes defensivas, medo, dominância, repulsa (ou alheamento), queixas e “alicerces”, como concordância, humor, alegria, dedicação e interesse.

O californiano John Huck fotografou 70 casais para um projeto de arte. Muitos deles são surpreendentemente parecidos. Pesquisadores presumem que isso provavelmente ocorre porque as pessoas reagem positivamente a rostos parecidos aos seus.
Porém, frequentemente, os modelos de Huck tinham uma tendência à inconstância, razão pela qual o fotógrafo também entende seu trabalho como uma reflexão irônica
sobre a meia vida útil do eterno amor

OS CONFLITOS entre os parceiros também são codificados: quantos segundos dura uma briga, com que frequência uma discussão escala patamar mais agressivo, quem cede e quem contemporiza mais vezes? Por fim, os pesquisadores ainda avaliam os dados colhidos pelos sensores corporais. Com base nessas informações, Gottman elabora estatísticas para cada casal. Por exemplo: 37 críticas de Paula em 10min, 4 manifestações de desprezo e 1 demonstração de poder de Fred, na qual seus batimentos cardíacos saltaram de 88 para 120.
Com essas informações, o computador produz o diagrama de duas equações matemáticas, das quais Gottman extrai os pontos de equilíbrio da relação: nos pontos onde as curvas sempre se cruzam localiza-se o cerne de um determinado relacionamento, ora na esfera vermelha de infindáveis conflitos, ora na zona tranquila de carinhosa dedicação.
O pesquisador, de 68 anos, está convencido de que sua “geometria dos sentimentos” capta a essência da vida a dois: “Só tenho que observar um casal durante 5min para poder dizer se os dois irão se divorciar ou não”. Dizem que a quota de acertos de suas previsões atinge fenomenais 91%.
Será que o estado de nossos relacionamentos de fato é tão transparente assim? O amor funciona com regularidade matemática? O segredo da convivência harmoniosa de um casal teria sido finalmente desvendado em laboratório?
A maioria dos estudiosos não arrisca ir tão longe. Mas quase nenhum deles duvida de que todos os relacionamentos são governados por um conjunto de leis essenciais. Essas regras revelam, por exemplo, que tipo de comportamento dialogal arruína uma convivência; elas preveem com precisão os pontos de crise de um amor, e indicam por que parceiros felizes têm vidas mais longas.

Leia a reportagem completa na Revista GEO – edição n° 18

#dicadepresente


 

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